Israel bombardeou dezenas de objetivos do Hezbollah na Síria

Posted julio 19, 2017 9:01 pm by

O chefe do Governo israelita, que se encontra em Budapeste como convidado a participar num encontro à porta fechada do chamado grupo de Visegrado — Hungria, Polónia, República Checa e Eslováquia — estava a dirigir-se aos seus quatro homólogos quando o som das suas declarações foi passado a dezenas de jornalistas que tinham recebido auriculares para a tradução simultânea da conferência de imprensa que estava para começar, informou o diário israelita Haaretz, citado pela agência Efe.

“Fechámos a fronteira com o Egipto e nos Montes Golã [com a Síria] (…) Construímos o muro porque havia um problema com o ISIS [acrónimo em inglês para o grupo Estado Islâmico] e com o Irão, que tentavam construir uma frente de terror aqui. Disse a Putin: quando vemos que transferem armas para o Hezbollah, caímos-lhes em cima. Fizemo-lo dezenas de vezes”, afirmou Netanyahu.

Habitualmente, Israel apenas confirma os bombardeamentos que leva a cabo em resposta a agressões provenientes da Síria, mas nunca confirma ou desmente bombardeamentos no sul daquele país contra colunas do Hezbollah.

O primeiro-ministro israelita sublinhou no final do encontro o reforço das ligações de Israel com os quatro países-membros da União Europeia, agradecendo-lhes o apoio das “posições de Israel que regularmente têm defendido no seio da Europa”.

Netanyahu deplorou ainda as críticas frequentes que o seu país tem sofrido por parte das instituições europeias por causa da construção de novos colonatos em território palestiniano e devido ao processo de paz israelo-árabe.

Qualificando estas críticas como uma “anomalia”, o chefe do Governo israelita considerou que “é tempo da Europa fazer uma reavaliação da sua relação com Israel”, porque o seu país tem muito a oferecer à UE em matéria de segurança e de tecnologias, nomeadamente, e porque é “a única democracia do Médio Oriente”, “um farol de tolerância para uma vasta região”.

Viktor Orban, primeiro-ministro da Hungria, país anfitrião que preside atualmente ao grupo de Visegrado, apelou também ao reforço da “cooperação entre a UE e Israel”, considerando que “a Europa pune-se a ela própria” ao negligenciar este parceiro.